agosto 29, 2010

Ciúme


Sempre fui contra ciúme
Quando não é insegurança
É desconfiança, desune
Minha vida seguiu assim
Ciumenta não era adjetivo pra mim
Sou imune à mãe, amigas, admiradoras
Se há respeito, não gasto meu latim
Mas perdi a imunidade
Cronos despertou este cupim
Que corrói a alma
Perturba a calma
Pulveriza a auto-estima
E dia-a-dia me azucrina
Quero nova dose da vacina
Livrar-me deste peso ruim
Eta sentimento insano
Surge contra o hobby ou o papo de botequim
Em qualquer hora livre não dedicada a mim
Quero você full time
Será que o admito enfim?
Ciumenta e egoísta
Ai, cruzes! Quem diria?
Me envergonho, não confesso
Antes de admitir, me despeço

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