maio 13, 2012

A difícil decisão de (não) ser mãe


Serei mãe?
Sou egoísta. Quero viajar, malhar, curtir meu maridinho, ler e dormir sem ninguém para atrapalhar. Ter os fins de semana para ser livre e fazer só o que desejar.
Sou fútil. Gosto de gastar com roupas, sapatos, botox, maquiagem e tudo mais que pintar.
Sou covarde. Se ele ficar doente, se me desafiar, se chegar bêbado em casa, se envolver com drogas. Como lidar?
Amo minha independência, não quero dependam de mim. Amo ser livre! No casamento dá para negociar. É um relacionamento entre adultos, somos maduros. É só conversar, sem culpa. Hoje vou sair com as amigas. Ok, sem problemas, vá!
Fato é que nenhum adjetivo positivo é associado a mulheres que abrem mão de serem mães. E aí? Por isso mudarei de opinião? Não, jamais por isso.
Mas, a cada ano que passa, fico com mais medo de me arrepender da decisão. Nunca me chamarão de mãe, não acompanharei o crescimento de uma criança, o olhar brilhante da descoberta. Não me verei em ninguém, não terei o desafio de educar alguém. Não verei o reflexo do meu marido em uma mistura de nós dois. Não vibrarei a cada nova palavra falada, não acompanharei a alegria de alguém que dá os primeiros passos, que aprende a ler e escrever. Não, não, não! São tantos nãos que ainda não tomei minha decisão.
Já pensei em lidar com os riscos. Esquecer de tomar o remédio de vez em quando e aí... se for da vontade de Deus, quem sabe!? Medrosa, covarde! Nem para isso tenho coragem.
Então, hoje, uma homenagem a todas as mulheres que abriram mão de si mesmas, de alguns sonhos, de noites de descanso e de muito mais por uma criaturinha que faz tudo valer a pena apenas abrindo um sorriso e dando uma gargalhada gostosa.  Feliz dia das mães! Quem sabe um dia me uno a vocês.